Bem oportuna a citação do John, e verdadeira. É
infantil e retrógrada a idéia de que atos de violência causarão alguma
intimidação. Serve sim, para facilitar ao poder que se combate, a devida
repressão. Quando você agride e é agredido de volta, você é o agressor e o
outro agiu em legítima defesa. Tenhamos o Mahatma Ghandhi e Nelson Mandela como
nossos mentores, e não guerrilheiros que só querem o poder pra si. Esse filme
nós já vimos e eu particularmente não gostei. Do modo que vejo as coisas, o que
poderia ser o maior constrangimento para os dirigentes desonestos que temos,
foi estragado por mal comportamento, e o povo agora se retrai. Ninguém quer ser
confundido com baderneiros. Ouçamos o John, ele sabia o que estava falando.
Tradução
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Viver ou existir?
“Quem
passou pela vida em branca nuvem. E em plácido repouso adormeceu. Quem não
sentiu o frio da desgraça. Quem passou pela vida e não sofreu. Foi espectro de
homem, não foi homem. Só passou pela vida, não viveu”,
assim escreveu o poeta Francisco Otaviano.
Para viver não basta nascer, crescer, reproduzir (ou
não), envelhecer e finalmente morrer. Este é o ciclo de quase todos os seres
vivos. Viver é mais do que apenas existir, é gostar de estar vivo. O tempo
passa tão rápido que não devemos somente passar pela vida. Não podemos ficar
esperando que as coisas aconteçam. É preciso aproveitar da vida o que ela tem
de melhor. A vida precisa ser vivida com emoção e intensidade. “Não
deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que
sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem
quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu”. (Luis Fernando
Veríssimo)
Uma vida sem sonhos, sem objetivos, é uma vida sem graça.
É preciso ir à luta. Correr atrás dos nossos sonhos, sem medo de
arrependimentos. Precisamos viver mais e não apenas existir. Por pior que
esteja a nossa situação, devemos aprender com os nossos erros e viver cada dia
como se fosse o último de nossa vida porque, como já dizia Gonzaguinha, a vida
“é bonita, é bonita e é bonita!”
“É preciso viver, não apenas existir”.
Plutarco (filósofo grego)
Zé Ramalho cantando Gonzaguinha!!!
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
QUEM FALA O QUE QUER...
Será que devemos mesmo falar tudo o que pensamos ou o
silêncio é a melhor resposta? As pessoas que não tem coragem de falar o que
pensam são taxadas de falsas ou covardes e aquelas que falam tudo diretamente
são tidas como grossas ou mal educadas. Diariamente encontramos pessoas que
falam o que pensam de várias maneiras: as que falam tudo sem se importar se
estão ofendendo alguém ou não, outras que costumam ficar caladas para não
discutirem e aquelas que controlam suas palavras para não falarem o que não
deveriam.
Sei que é difícil e nem devemos ficar calados diante de
algo que nos deixa indignados, mas a sinceridade exagerada também pode
atrapalhar a nossa vida. Falar sempre o que se pensa não é nada fácil. Algumas
vezes desejamos voltar a ser criança, ou tomar o lugar daquele idoso quando falam
o que pensam para podermos usar a autenticidade que lhes é peculiar, sem sermos
criticados por isso. Não devemos ter medo de falar o que pensamos e também não
precisamos falar tudo o que vem à nossa cabeça, mas precisamos usar o meio
termo, ter cautela, argumentos e bom senso.
Muitos dizem que não importa o que você diz, mas como
você diz. Acredito que a forma com a qual dizemos algo é tão importante quanto
o que falamos. Por isso precisamos pensar muito antes de começarmos a sair por
aí falando qualquer coisa. Afinal
existem maneiras de se dizer o que pensa sem precisar ofender ou magoar as
pessoas. Em determinados momentos, não é conveniente falar tudo o que queremos,
o mais sensato é ouvir mais e falar menos. É necessário saber quando, como e
onde devemos falar.
Trabalho de Artes a pedido da professora com o tema: Gabriel O Pensador, razão social. A ilustração no vídeo é a capa do LP de 1993 de Gabriel o Pensador. Música: Se Liga Aí
"Quem fala o que quer... ouve o que não quer".
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O JOGO DO CONTENTE
Quem já leu o romance "Pollyana", de Eleanor H. Porter, traduzido por Monteiro
Lobato, conhece o jogo do contente. Esse
livro conta a estória de uma menina pobre que após ficar órfã vai morar com a
tia rica, rígida amarga, exigente e severa. Ela aprendeu a jogar o “jogo do
contente” quando esperava ganhar uma boneca e ao abrir uma caixa de doações
encontrou um par de muletinhas. Ao perceber a sua decepção e tristeza seu pai disse
que ela deveria ficar muito feliz ao receber as muletas. Explicou-lhe que durante
a nossa vida deveríamos sempre buscar algo de bom dentro de qualquer situação
e que não existia nada que não fosse capaz de nos fazer
contentes. Ela refletiu, aprendeu e ficou
contente por não necessitar usá-las. A partir daí começou a jogar e a ensinar o tal jogo às
pessoas tristes, aborrecidas ou mal-humoradas que encontrava em seu caminho.
A regra desse jogo é bem simples: devemos procurar em
tudo que acontece ao nosso redor alguma coisa que nos faça feliz, ou seja,
devemos ficar sempre contentes com tudo. O objetivo é encontrarmos a felicidade
em todos os momentos. Mas como podemos
ficar felizes o tempo todo com tantas coisas ruins acontecendo no mundo? Sabe quando acontece alguma coisa ruim e você
pensa que poderia ser bem pior? É bem assim. Não é uma questão de acomodação,
nem uma fuga da realidade, é uma nova maneira de ver o mundo procurando
enxergar o melhor de cada situação. Falando
assim, pode parecer fácil, mas sabemos que não é. Não dá pra bancar a Pollyanna
o tempo inteiro. De vez em quando é necessário tentarmos fazer com que o nosso
dia seja melhor. Afinal, os problemas
são uma constante em nossa vida, quando um desaparece sempre surge outro. Mas
quando aprendemos a jogar o “jogo do contente” ficamos mais otimistas e fica
mais fácil de lidar com os nossos problemas.
“Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem
pensar. A gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre
alguma coisa capaz de deixar a gente alegre, a questão é descobri-la”.
Pollyana
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
"Cortando o mal pela raiz"
Quando é necessário retirar
uma árvore definitivamente do solo, sabemos que precisamos arrancar a sua raiz.
“Cortar o mal pela raiz” significa acabar com um problema qualquer antes que
ele piore. O que acontece geralmente com os nossos problemas é que tiramos as
“folhas” e os “galhos” e deixamos de lado suas “raízes”, ou seja, as causas que
os alimentam.
Quando tomamos consciência
de que o mal foi instalado, muitas vezes, é difícil eliminá-lo porque ele já
fincou suas raízes. Mesmo estando com o “machado” nas mãos não somos fortes o
suficiente para levantá-lo. Pode
parecer difícil no começo, mas precisamos encontrar força e coragem para que
não sejamos dominados por ele. O primeiro passo é identificar a raiz do
problema antes que ela tome proporções que impossibilitem o nosso controle e extirpá-la
de uma vez por todas. Caso contrário, teremos conseqüências desagradáveis e
prejudiciais no futuro.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
O JARDIM DO VIZINHO
Pensar que o jardim do vizinho é sempre o mais florido, que
tem as rosas mais bonitas e a grama é bem mais verde do que o nosso é uma
ilusão. É possível que ele tenha mais ervas daninhas do que o nosso e não
sabemos até que ponto esse jardim é realmente florido. Imaginar que a vida do
outro é sempre melhor do que a nossa é uma idéia que não condiz com a realidade.
A vida dos outros sempre parece mais fácil, mas precisamos mudar esta visão
porque não conhecemos o lado de dor e provações que o nosso vizinho tem.
Certa vez li em algum lugar que um amigo de Olavo Bilac o
procurou e pediu que redigisse um anúncio para que ele pudesse vender o seu
sítio. Olavo pegou o papel e escreveu: “Vende-se
uma encantadora propriedade, onde canta os pássaros ao amanhecer no extenso
arvoredo, cortada por cristalina água de um ribeirão. A casa banhada pelo sol
nascente oferece a sombra tranqüila das tardes na varanda”. Meses depois, o
poeta encontrou o amigo e perguntou-lhe se havia vendido o sítio. Ele respondeu:
“Nem penso mais nisso, quando li o
anúncio que você escreveu eu pude perceber a maravilha que eu tinha”.
Muitas vezes é preciso que outras pessoas também achem
que o nosso jardim é mais florido do que o delas para que possamos enxergar
isso. O nosso jardim pode não ser o mais bonito da vizinhança, mas possui
alguma coisa que os outros não têm. Às vezes a felicidade bate à nossa porta e
nós não percebemos porque estamos tão preocupados em olhar a vida dos outros
que não conseguimos enxergar a nossa felicidade.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
TERRA DE "CEGOS"
Há um ditado que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver”. Centenas de referências indicam que a origem
desta frase se deu no ano de 1647, em Nimes, França, quando o doutor Vicent de
Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea no aldeão Angel. Imaginando que o mundo fosse melhor, assim
que ele passou a enxergar ficou horrorizado com o que viu e pediu ao cirurgião
que lhe arrancasse os olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no
Vaticano, Angel ganhou a causa e entrou para a história como o
cego que não quis ver. Vale
ressaltar que devido à divulgação desta história foi feita uma pesquisa sobre a
Université de Nímes e não foi encontrada qualquer alusão a este acontecimento e
nem ao nome do doutor Vicent. De
qualquer modo usamos esta expressão quando queremos nos referir à pessoa que se
nega a ver a verdade, que não quer ver o que está na sua frente. Há os que são
cegos porque perderam a visão ou já nasceram assim e há os que são cegos porque
se recusam a ver a realidade.
Quem nunca viu ou ouviu falar da figura dos três
macaquinhos, um tapando os olhos, outro tapando os ouvidos e o outro tapando a
boca? Segundo a lenda japonesa significa dizer: “Não veja o mal, não ouça o mal
e não fale o mal”. Precisamos urgentemente deixar de agir como esses
macaquinhos que insistem em ficar com os olhos, os ouvidos e a boca tampados e
baixar nossas mãos para enxergarmos a realidade de uma maneira diferente. Na
verdade, as pessoas não têm interesse em refletir sobre o que se passa ao seu
redor. Há um descaso e desinteresse geral. Elas fingem que está tudo bem mesmo
sendo tão visível o caos que o mundo se encontra. Só enxergam o que querem e o
que lhes interessa. Só teremos uma sociedade mais justa quando as pessoas
abrirem os olhos e usarem uma das armas mais poderosas que tem em suas mãos: o
voto. Sei que é difícil enxergar numa
terra onde ninguém vê ou não quer ver, mas “em terra de cego quem tem um olho é
rei”.
“O homem que vê mal, vê sempre menos
do que aquilo que há para ver; o homem que ouve mal, ouve sempre algo mais do
que aquilo que há para ouvir” (Nietzsche).
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